Descrição

Durante todo o processo de licenciamento ambiental dos garimpos em Ametista do Sul e em outros 7 municípios atendidos pela Cooperativa dos Garimpeiros do Médio e Alto Uruguai (Coogamai), uma das preocupações são os rejeitos retirados das minas e que segundo os órgãos ambientais não estão tendo um destino correto.

Pois um projeto de pesquisa cientifica liderado pelo professor e engenheiro civil da Uri Campus de Frederico Westphalen, William Cadore, em parceria com o corpo técnico da Coogamai, pode pôr um ponto final nesta questão e transformar o rejeito da mineração do Médio e Alto Uruguai em material extremamente útil para a construção civil.

Cadore realizou os primeiros estudos ainda no ano de 2013 e começou a aprofundá-los a partir de 2014. Hoje o professor afirma que a Universidade já tem indicadores que apontam para a viabilidade técnica do uso do material na construção civil.

O meta basalto extraído das minas junto com os cristais e pedras ametistas, pode ser usado como brita em um concreto que possui uma durabilidade projetada para até 270 anos. Segundo o engenheiro e professor, este mesmo material precisa de mais estudos para verificar uma potencialidade para produção de cimento, ou material com propriedade cimentícia. Porém, já existem estudos preliminares sobre a capacidade de substituir o cimento. Por hora, a pesquisa está avançada no uso do rejeito para produção de argamassas.

“Como ainda existe resistência da comunidade geral para uso na construção civil, sugere-se que inicialmente este material seja usado na produção de meio fio, cordões, postes, tubos e pavers”, salienta Cadore. O professor lembra ainda, que o resíduo também seria muito útil para o uso como sub base em pavimentações, já que para a estrutura de uma rodovia demanda material de maior resistência, que não é o caso. Conforme lembra William, os estudos desenvolvidos pela universidade são abertos ao público e seus resultados são divulgados em artigos científicos e através de seminários, inclusive internacionais.

O presidente da Coogamai, Isaldir Antônio Sganzerla, destaca que o estudo é de fundamental importância para o setor e pode colaborar decisivamente para resolver um problema histórico da mineração regional, que é a chamada reutilização dos rejeitos.

 

 

Edevaldo Stacke/Ascom Coogamai.

 





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